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Hidrófitas…aannhh?

Autora: Yasmin Canalli

Nosso projeto trabalha com ecologia de hidrófitas…beleza! Mas o que são hidrófitas?

Vocês conseguem imaginar que uma planta aquática é um dos alimentos mais consumidos no mundo?

Consegue imaginar qual alimento?

Então aguarde para descobrir

Hidrófitas são plantas que vivem em ambientes úmidos ou em corpos hídricos. São responsáveis pela filtragem da água, fornecer abrigo e locais de reprodução para diversas espécies.

Um dos alimentos mais consumidos no mundo, o arroz, é uma hidrófita! Além dele existem outras hidrófitas famosas, como a flor de lótus e a vitória régia.

Algumas são usadas também em jardim aquáticos e aquário como a egeria.

Você sabia que o Brasil possui a maior rede hidrográfica (rios, lagos, algos, cachoeiras) e maior diversidade de hidrófitas do mundo?

Preservar as hidrófitas é também preservar a água e todos os seres que nela vivem. Acompanhe nosso projeto e fique antenado!

Processando…
Sucesso! Você está na lista.

O mundo não foi feito em alfabeto. Senão que primeiro em água e luz. Depois árvore.

Manoel de Barros

Bacia do rio São João

Autora: Nathalya Melo

A bacia hidrográfica é constituída pelo conjunto de rios, lagoas, pântanos, nascentes e áreas de recarga que juntos formam todo ecossistema hídrico, interligando a parte mais alta onde a água é captada e partes mais baixa por onde acumula ou corre. Em períodos chuvosos e com intensas tempestades estas partes baixas são inundadas, iniciando-se as margens dos córregos, rios, lagoas e pântanos.

Lagoa Juturnaíba, Silva Jardim, Rio de Janeiro. Fonte: Confracaiaqueunamar

A nascente do rio São João está localizada nas encostas da serra do mar, em Cachoeira de Macacu. De lá o rio passa por Rio Bonito, Silva Jardim e Casimiro de Abreu. Passa pela serra de Sambê (Rio Bonito) por onde nasce e corre os rios Capivari que vai desaguar na represa de Juturnaíba, e os rios Aldeia Velha, Águas Claras, Embaús, Pirinéus e Maratuã que são lançado no próprio. Em outra parte temos o rio de Ouro, Salto Dágua e o Serra Castelhana que ficam entre Rio Bonito, Araruama e Saquarema, de onde nasce e corre o rio Bacaxá até ir encontrar-se com a lagoa de Juturnaíba, principal responsável pelo abastecimento de água da Região dos Lagos.

Educação, agricultura e meio ambiente: Desafios nacionais em tempos de pandemia de COVID-19

Autora: Yasmin Canalli

Olá a todos! Tem um tempão que não apareço por aqui. A notícia de hoje foge um pouco do tema hidrófitas, mas não poderia ser mais atual.

Um grupo de bolsista da CAPES, no qual me incluo, criou um iniciativa incrível através das redes sociais e resultou nesse livro.

Em tempos difíceis no país, os pesquisadores estão trabalhando dia e noite buscando uma solução para essa pandemia. Reunimos em um livro os esforços e desafios em diferentes áreas para combater os problemas resultantes da COVID-19 e dados atuais da situação.

Aproveitem!

Ecoturismo em ambientes aquáticos

Autora: Ruth Klycie

Olá pessoal, tudo bem?!

Hoje vamos conversar um pouco sobre passeios ecológicos a parques, reservas florestais, lagoas etc.

Os passeios ecológicos são uma ótima maneira de se conectar com o meio ambiente, pois despertam a curiosidade, conhecimento, cuidado e a proteção. Através dessa atividade é possível gerar nas pessoas interesse por zelar e cuidar do meio ambiente, despertando assim a consciência ecológica sobre o meio ambiente, sua fauna e flora.

Muitas instituições, parques e reservas fazem passeios ecológicos com o único fim de apresentar todos os animais e vegetação pertencente aquele local específico, para que as pessoas saibam como proteger e cuidar da natureza que os cerca.

Em nossa região dos lagos (Rio de Janeiro) muitos parques, reservas e lagoas possuem passeios ecológicos com o intuito de acelerar a proteção do hábitat, neste texto vou explicar um pouco sobre os passeios ecológicos da Lagoa de Juturnaíba que está localizada em Silva Jardim.

Os passeios ecológicos oferecidos são em sua maioria para ciclistas que utilizam o perímetro da lagoa para pedalar e conhecer um pouco mais sobre a ecologia local, também há visitação de escolas e grupos estudantis para conhecer sobre a lagoa e sua importância, alguns pescadores também alugam seus barcos para passeios ecológicos. E deste modo conseguimos atingir as pessoas sobre a consciência ecológica.

Uma curiosidade sobre a lagoa é que a mesma oferece o abastecimento em massa para a população da região dos lagos, abastecendo casas, comércios, edifícios entre outros. Possui uma grande variedade de vegetação aquática, e abriga muitos peixes nativos da região.

Pós-graduação: um caminho possível?

Autora: Cassia Sakuragui

Já começo dando a resposta: SIM! Ainda mais para você que se interessou pelo título deste post! Sim, sim!

Nossa educação formal pode se iniciar bem cedo, na Educação Infantil aos 4 anos, depois ingressamos no Ensino Fundamental, por volta dos seis anos e lá se vai uma jornada de aprendizado de mais nove anos. Chegamos por volta de 15 anos ao Ensino Médio e, nesta época da nossa vida, é comum começarmos a pensar sobre prosseguir com nossa educação no Ensino Superior ou parar por ali mesmo.

Durante o Ensino Médio, se há a decisão de prosseguir para o Ensino Superior, iniciamos uma verdadeira “batalha” para nos inserirmos em um dos cursos de graduação. Se você é uma das pessoas brasileiras que venceram a batalha e são privilegiadas por estarem num curso de graduação, seja ele em universidade pública ou privada, parabéns! Mas saiba que sua educação formal pode não terminar neste ponto.

A pós-graduação é uma opção quando você deseja aprofundar seu conhecimento em alguma área relacionada ou correlacionada com o que você estudou na graduação. Temas transversais, que envolvem mais de uma área de conhecimento, também são comuns em estudos na pós-graduação.

Então, suponhamos que você tem muito interesse e quer aprofundar o conhecimento em determinada área. Normalmente, o aprofundamento do conhecimento se inicia na graduação e um caminho natural é realizar estágios de iniciação científica nesta época. Mas não é obrigatório que isto aconteça para fazer pós-graduação.

Assim como você passa por uma seleção para poder entrar nos cursos de graduação, você também faz algum tipo de seleção para entrar nos cursos de pós-graduação. E, assim como as universidades disponibilizam informações sobre os cursos de graduação, da mesma forma existem informações sobre os cursos de pós-graduação nos sites da maioria das universidades e centros de pesquisa. Também nestes sites são colocados os editais de seleção, com datas das provas e outros pontos que vão regulamentar a seleção dos candidatos para os cursos.

Normalmente se ingressa primeiramente no mestrado e depois se pensa em realizar o doutorado, mas não é obrigatório realizar o mestrado para ingressar no doutorado. Ingressar diretamente no doutorado aqui no Brasil pode ser considerada uma situação excepcional, em outros países é uma situação normal.

Nos editais para seleção de cursos de pós graduação em instituições públicas (talvez as privadas também, mas não tenho conhecimento), existem, geralmente, informações sobre a disponibilidade de bolsas de estudo, tanto de mestrado quanto de doutorado. Quando alguém se inscreve na seleção para ingresso num curso de pós-graduação para o qual há previsão de bolsas, esta pessoa está automaticamente concorrendo a uma delas. A distribuição das bolsas depende da ordem de classificação dos candidatos aprovados na seleção e feita com base nas notas nas diversas provas. Os primeiros classificados recebem bolsas de estudo. Os tipos de prova diferem de curso para curso e estão previstas nos editais. Normalmente para o mestrado há uma prova de conhecimentos na área da pós-graduação, já no doutorado muitas vezes não há esta prova. Para ambos os níveis há a prova de língua estrangeira, além da pontuação feita de acordo com o currículo vitae de cada candidato.

O caminho acadêmico é bastante desafiador (imaginem que depois do doutorado ainda pode-se realizar um ou mais pós-doutorados!), mas para quem deseja profundidade de conhecimento e crescimento em todas as áreas, é um caminho maravilhoso a se trilhar.

Uma última informação é que existem cursos de pós-graduação na categoria “profissional”, e neste caso, você terá como resultado, um produto desenvolvido para a melhoria do seu desempenho profissional. Em geral estes cursos não oferecem bolsas de estudo, mas existem exceções. Você saberá se determinado curso está oferecendo bolsas ou não, lendo os editais de seleção ou perguntando diretamente na secretaria do curso.

Espero de coração que estas informações tenham ajudado de alguma forma. Fico à disposição, caso tenham ficado com dúvida ou queiram outras informações que não dei. Meus contatos: no Instagram @sakuragui.cassia e ou por email: cmsakura12@gmail.com.

Cassia Mônica Sakuragui é professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, orienta em três cursos de pós-graduação em nível mestrado e doutorado: Pós-Graduação em Ciências Biológicas – Botânica, Museu Nacional; Pós-Graduação em Biodiversidade e Biologia e Biologia Evolutiva, UFRJ e PROFBIO Mestrado Profissional em Ensino de Biologia em rede nacional, UFRJ nas linhas de pesquisa: plantas medicinais, evolução molecular vegetal, taxonomia e diversidade vegetal, ensino de Botânica.

A importância da fotografia científica

Autora: Yasmin Canalli

Olá a todos novamente. O post é hoje será dedicado a uma arte!

A FOTOGRAFIA

Por mais que seja um blog científico, leve isso para sua história também. Fotografias nos trazem lembranças, sentimentos bons ou ruins, aprendizado das mais diferentes formas…

Hoje vou falar sobre a fotografia científica e como ela é tão usada e tão importante em tantas áreas do conhecimento.

A maioria dos nossos leitores são biólogos, mas essa arte também é usada em outras áreas como a geografia, arquitetura, odontologia, medicina, história, gastronomia, jornalismo…

Observem a diferença do estigma em cada uma das fotos, achamos incrível como apenas duas fotos nos contam tanto sobre uma espécie

“O artista é o criador de coisas belas. Revelar a arte e ocultar o artista, eis a finalidade da arte. O crítico é aquele que sabe traduzir de outro modo ou em um novo material a sua impressão das coisas belas.”

Imagine uma notícia de jornal, um livro, artigo ou que for sem nenhuma foto. Como somos impactados por exemplo por imagens sobre efeito estufa, poluição, desmatamento, incêndios. Em fim…essa arte muitas vezes é utilizada para reportar resultados em trabalhos acadêmicos.

A primeira foto do início do post é de um local perto da minha casa. Trata-se de uma lagoa hipersalina chamada Brejo dos Espinhos. A imagem da esquerda é a mais recente, do verão desse ano (2020) e a segunda é do verão de 2015, então 5 anos separam a imagem. As mudanças entre uma e outra foram drásticas!!! A foto mais antiga foi durante um período de extrema seca na região sudeste, podemos perceber inclusive o chão rachado, em geral associado ao nordeste. Na outra já podemos perceber um verão mais típico da região, com grande quantidade de chuvas.

Agora faça um exercício e imagine qualquer situação corriqueira do seu dia sendo representada em séries temporais na fotografia. Podem ser coisas simples como a organização do seu quarto, sua casa, jardim. Temos opções mais científicas como um fragmento florestal, um rio, aldeias e comunidades tradicionais. Infinitas opções.

Depois desse exercício percebemos o poder da fotografia no meio científico. Porém observamos também que pouco nos dedicamos ao estudo desse conhecimento, à captura de imagens tão corriqueiras, mas que no futuro nos farão falta.

Brejo das Crioulas, Silva Jardim. A primeira foto em 2019 e a segunda em 2020

Estamos vivendo um período de quarentena e mesmo assim podemos estudar e treinar nosso olhar fotográfico. Podemos começar escolhendo um período a ser fotografado, por exemplo, toda segunda meio dia. Depois podemos escolher o local, que pode ser a vista da sua janela, sua mesa de trabalho, ou até mesmo você!

E ai…ficou com vontade de aprender sobre esse tema?

Criamos um curso online de fotografia científica pensando em como podemos aproveitar esse tempo em casa e enriquecer nossos estudos futuros. Nas aulas temos conteúdos teóricos, práticas fotográficas e edição. Todas as aulas podem ser acessadas de um smartfone, tablet, smartTV, laptop ou desktop. Embaixo de cada aula temos um espaço para dúvidas e comentários, assim você consegue nos fazer perguntas e interagir com os outros alunos. Inclusive você pode escrever sobre alguma dificuldade fotográfica do seu projeto de pesquisa e pensaremos juntos sobre ela. Dá uma olhada nos temas abordados:

  • Módulo 1:
    • Bases da fotografia
    • A parte externa da câmera
    • A parte interna da câmera
    • O lado digital da fotografia
    • Cuidados com a cor
    • Escuro e claro
    • Cuidados na hora de fotografar
    • Objetivas
    • Filtros para objetivas
    • Tipos de luz
  • Módulo 2:
    • Lightroom
    • Photoshop
  • Módulo 3:
    • Prancha no Power Point
    • Prancha no Photoshop
  • Extra:
    • Fundo preto
    • Fundo branco
    • Captura vinculada
    • Focus stacking

Você pode fazer a inscrição do curso completo aqui!

Agora já pensou em estudar junto com seus amigos e ainda ganhar uma vaga extra?

Fizemos a promoção de 4 cursos pelo preço de 3 e você poderá se inscrever nesse outro link.

E para comemorar esse curso muito pedido liberamos duas aulas de forma gratuita até o dia 30/06/2020!

Basta clicar aqui e aproveitar o módulo 3 gratuitamente.

Caso queira receber mais novidades, coloque seu email aqui embaixo que te mandaremos notícias.

Processando…
Sucesso! Você está na lista.

Flora do Rio de Janeiro

Olá a todos!

Estou passando aqui para falar sobre um incrível projeto que fiz parte. O tema é a diversidade de espécies da flora do estado do Rio de Janeiro!

O projeto inclui pessoas de várias universidades e programas de pós graduação e foi publicada na revista do Jardim Botânico, que se chama Rodrigésia.

Contribui com alguns artigos e irei postar um pouco sobre cada um deles.

Vou começar com a família Alismataceae que foi a maior que estudei. Foram 2 anos de trabalho de campo em vários municípios do estado. Nossa equipe ficou em pousadas, alojamentos, casa de parentes. Viajamos no transporte do Museu Nacional, da minha mãe, alugado…

Hydrocleys nymphoides

Andamos em áreas de floresta, restinga e antropizadas. Coletamos indivíduos que estavam até no esgoto!

Tivemos o prazer de observar muitas espécies de animais e plantas, atravessar rio, lagoa, alagado…

Foram muitas coletas, muitas fotos e muitas pessoas envolvidas!

Gostaria de agradecer a todas que ajudaram!

Deixarei aqui o link para download.

Meu primeiro campo

Autora: Melissa Fortes

Olá, pessoal!

Hoje vou contar para vocês um pouquinho da experiência que tive no meu primeiro campo. Como todos já devem saber, fazer campo é uma experiência única e cheia de surpresas, sempre com novas descobertas, novos desafios e muita emoção!

Preparamos durante a semana tudo com bastante cuidado antes de embarcar nessa aventura, separamos nossos equipamentos, comida, muita água, isotônico e roupas bem leves para enfrentar o calor no barco. No tão esperado dia, acordamos bem cedinho, antes do nascer do sol, tomamos aquele café reforçado e partimos para o nosso local de pesquisa. Durante o caminho admiramos as paisagens, prestando atenção em cada detalhe, tanto da fauna quando da flora. Chegando na lagoa, avistamos um jacaré na água e eu logo pensei “espero que já esteja muito bem alimentado”, em seguida encontramos nosso guia, no caso o pescador, colocamos tudo no barco e partimos!

Chegando no Brejo das Crioulas, avistamos nosso primeiro transecto, fomos até ele e começamos a anotar todas as informações, como a profundidade da água, pH, transparência, temperatura etc.  Fizemos esse mesmo procedimento com todos os transectos (seis).

Na hora de ir embora do local, fomos surpreendidos por uma tempestade…

Nada mal para o primeiro campo, não é mesmo?! Muito vento, muita chuva, trovoadas e relâmpagos, sem comunicação, pois os celulares não funcionam naquele local, ficamos parados no meio da lagoa esperando resgate, bateu aquele desespero, mas mesmo assim mantivemos a calma e deu tudo certo no final. 

Agora quero saber de vocês, quem já viveu ou quer viver uma experiência incrível como essa?

Beijos e até a próxima.                   

Onde trabalhamos?

REBIO Poço das Antas

Autora: Ruth Klycie

A REBIO Poço das Antas está localizada no município de Silva Jardim (RJ), com 5.500 hectares de Mata Atlântica, foi a primeira unidade de conservação do gênero a ser criada no país em 1974.

Fundada com o objetivo de conservar a Mata Atlântica da baixada fluminense e suas espécies, principalmente o mico-leão-dourado (Leonthopitecus rosalia) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus). Este bioma é considerado um dos mais ameaçados do mundo.

Por este motivo a reserva possui um novo plano de manejo e este documento está sendo implementado de forma gradativa. Ele define as novas áreas de amortecimento em entorno da REBIO, incluindo assim os locais de relevância para a proteção do bioma. Até o advento do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) essa área  era preestabelecida no raio de 10 quilômetros dos limites preestabelecidos. Com base nas novas diretrizes apresentadas, o entorno de uma UC (Unidade de conservação) vai englobar qualquer área que seja considerada importante para a conservação da biodiversidade e diversidade cultural.

Um sítio arqueológico que está localizado no município de Araruama aproximadamente a 50 quilômetros da Reserva de Poços Das Antas será considerado como entorno da Reserva e receberá tratamento especial. E consecutivamente a nascente do rio São João, que fica a cerca de 60 quilômetros da reserva também entrará neste critério, assim permanecendo considerada como entorno da Reserva.

A REBIO foi escolhida para o nosso projeto por possuir a maior parte de seu território alagável, com grande diversidade de hidrófitas, que até o momento não foram estudadas. Além disso, possui alojamento para pesquisadores e algumas trilhas de fácil acesso. Sua entrada se dá pela BR-101 está localizada à 120 km da capital (Rio de Janeiro).